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segunda-feira, 6 de março de 2017

O TORNEIO “DANTON JOBIM”




Nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960 foi realizada a primeira fase do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros e que contou com a participação de 12 equipes, divididas de forma igual por três grupos, dos quais apenas os primeiros colocados se classificavam para um triangular final.
O Rabello ficou na Chave B, junto com Enaco, Expansão e Nacional.
A estreia do Rabello aconteceu contra o Nacional. De comum acordo, os clubes anteciparam o jogo para a manhã do domingo, 3 de julho de 1960. Em seu próprio campo (Estádio Ernando Soares), o Rabello foi derrotado por 2 x 1.
Nota: Ernando Soares exercia o cargo de representante do clube junto à Federação Desportiva de Brasília.
Curiosamente, o jogo Rabello x Nacional foi dirigido por dois árbitros. No 1º tempo, o jogo foi arbitrado por Domingos Souza, na falta do escolhido, Antônio Carlos Weitzel, que foi mal informado sobre o horário da partida. Na segunda fase, Domingos Souza não quis continuar na arbitragem, tendo sido substituído por Antônio Gomes. Ambos tiveram boa atuação.
O Rabello atuou com Veludo, Délio e José; Pernambuco, Capixaba e Remo; Caruaru, Matias, Baianinho, Tonho e Liliu. Veludo que havia defendido diversas agremiações de São Paulo e do Rio de Janeiro, recém-chegado do Canto do Rio, firmou compromisso com o Rabello. O zagueiro Délio estava jogando no Democrata, de Minas Gerais.
Pelo Nacional jogaram Olegário, Pintor, Coelho e José Silva; João Silva e Lourinho; Dorinho, Titôneo, Negrinho, Negrão e Papini.
O gol do Rabello foi assinalado por Matias, enquanto Negrinho e Titôneo marcaram para o Nacional.

RABELLO 3 x 2 EXPANSÃO

A segunda rodada do torneio foi realizada no dia 10 de julho de 1960, no Estádio Ernando Soares, do Rabello. Às 13:30 horas jogaram ENACO x Nacional e às 15:30 horas foi a vez de Rabello x Expansão E. C.
Veludo, Leocádio e Délio; Pernambuco, Capixaba e Rômulo; Antônio, Matias, Baianinho, Nilo e Caruaru (Clemente) foi o quadro do Rabello que venceu pela contagem de 3 x 2. O Expansão alinhou Barbosa, Augustinho e Dimas; Dalton, Elísio e Sérgio; Wolney, Neri, Doca, Heleno e Chagas.
O jogo foi bem disputado e com igualdade de produção das duas equipes. O Rabello levou a melhor, depois de decorrido o jogo em grande parte empatado. Um pênalti cobrado por Nilo, para o Rabello, aos 21 minutos do 1º tempo, foi atirado na trave superior, perdendo-se pelos fundos.
O Expansão abriu a contagem aos 32 minutos do 1º tempo por intermédio de Wolney. Aos 38, Nilo assinalou o tento de empate debaixo de um foguetório entusiasmado da torcida do Rabello. Logo aos dois minutos do 2º tempo, Matias desempatou a partida em favor do Rabello. Aos 20, o Expansão tornou a marcar, assinalando novo empate por intermédio de Neri, cobrando uma penalidade máxima. Mas, aos 30 minutos, o ponteiro Antônio marcou o terceiro gol do Rabello e último da tarde, assegurando a vitória.
Dirigiu o jogo o árbitro da Liga Uberabense de Futebol, naquele momento radicado em Brasília, Antônio Carlos Weitzel.

TERCEIRO E ÚLTIMO JOGO

O Rabello encerrou sua participação no Torneio “Danton Jobim” no dia 17 de julho de 1960, surpreendendo a forte equipe da ENACO, vencendo-a por 4 x 3. Os gols foram marcados por Antônio, Liliu, Zequinha e Nilo, para o Rabello, e Lazinho (2) e Carioca para a ENACO.
Formou o Rabello com Veludo, Leocádio e Pernambuquinho; Titonho, Capixaba e Remo; Antônio, Liliu, Baianinho (Zequinha), Nilo e Caruaru. A ENACO atuou com Betinho, Pacaterra e Tatão; Mossoró, Irques e Oton; Valnor, Lazinho, Carlos, Zeca e Carioca.
Foi árbitro do encontro Celso Santos, com magnífica atuação. Demonstrou mais uma vez ser o melhor árbitro do Torneio “Danton Jobim”.
Rabello e ENACO terminaram empatados na primeira colocação, ambas com quatro pontos ganhos. O critério de desempate foi o de saldo de gols, quando o ENACO ficou com três gols e o Rabello apenas um.

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